segunda-feira, maio 14, 2007

um azar nunca vem só

Estava eu nos CTT de Alte, impaciente para ser atendido e me por a andar dali para fora quando a história de um homem foi contada.

Como estava mais interessado em me dali para fora sem correspondência nas mão não liguei ao princípio da história, mas por alguma razão o Sr. Belarmino (nome fictício) decidiu (teve de) ir a Lisboa. E lá foi na sua lambreta.

Chegado à capital tentou atravessar a ponte. Em vão. A ponte não se atravessa de lambreta disse-lhe a guarda. Não se lembrando de ir a Cacilhas (digo eu) decidiu voltar para trás. A caminho do Algarve é multado pela guarda por não ter o nome inscrito na lambreta. Não contente, decide pintar o seu nome em letras brancas bem visíveis. Acaba multado por ter pintado a viatura sem ter alterado o livrete.

segunda-feira, março 26, 2007

1147 - 2007

tive ontem a ocasião de ver um pouco do programa que discute os 10 maiores portugueses. não consegui ver tudo porque sinceramente não tenho paciência para aturar a Maria Elisa; mas do que vi gostaria de dizer à Odete Santos: cuidado com o que dizes.. não te vá cair um dentinho!

quanto ao resultado final não o cheguei a ver mas suponho que tenha ganho o Sr. Salazar, como seria de esperar dum povo como o português. Salazar foi um português importante, daí até ser o maior de todos os tempos vai um bom bocado.. Este bairrismo provinciano que nos persegue deste tempos imemoriais não nos deixe nunca, ou deixaremos de ser Portugal e ainda nos chamam Europa.

Será que na Alemanha ganhou Hitler e na Itália Mussolini. Não me dou ao trabalho de procurar. Quanto mais nos espezinhamos mais portugueses somos; pequeninos, mesquinhos e sensaborões.

Gostei da intervenção do senhor que defendia o Marquês de Pombal sobre o facto de sabermos roubar mas nunca termos sabido criar riqueza. Mas o importante, como sempre entre nós, é saber se Cunhal tem hipótese de ser beatificado. E a cadeira.. sempre a cadeira. Acho que a revolução acabou por correr mal, devia ter havido uma guerra civil que evitasse agora estas discussões. Nada como o silêncio das balas para ganhar argumentos.


um povo que não conhece a sua história está condenado a navegar à deriva.

a bater com o pé

e porque a música é qualquer coisa de especial para os nossos cerebelos, aqui vai um par de sugestões que têm cruzado o meu winamp ultimamente: Uxu kalhus e Lhasa

Uxu kalhus - banda portuguesa auto-intitulada banda de baile
Lhasa - espanhola na tradição do bom chillout

bora ao festival de sines ?



ao som de Cypress Hill - Tequila Sunrise

quarta-feira, março 14, 2007

sexta-feira em albufeira o mundo esteve para acabar

mortus est mais um blog dos tantos que por ai pululam.
nascido num fogacho de inspiração de alguém sem nada para dizer.
ainda assim, já moribundo, se continuou arrastando na podridão fétida dos pântanos do apocalipse.


mas o sufoco era maior que a enxurrada de pensamento passivo de transcrição.
aguentou a barragem, estagnou o ribeiro, e do outro lado nem o salmão se cumpriu, postado que ficou nas pás da turbina.


e como crime é continuar a escrever quando nada se tem para dizer, decretada lhe foi a morte, que de súbita pouco teve, mas não deixou de ser fogo fátuo na floresta internetica.


será chuva, será gente?


qual fénix, qual carapuça.


ia já a caminho da legal medicina quando se lhe escutaram uns latidos, ainda que carregados de parcimónia e mais para lá do que para cá para chamar as coisas pelos nomes. mas parece que a decadência atrai a compaixão, e ainda que morrendo querendo, não lho deixou o raio do autor.


eis que se levantou e disse:


mas não foi sem mais nem menos que um dia parti sem destino nenhum. tem graça, dou por mim pensando onde isto me vai levar. talves um dia acabe por pintar a 125 de azul, quando a lua me trocar por outro bandido qualquer. vai e segue, tu que no fim do mar três vezes giraste e e três vezes rugiste. cantar de salomão, tom e meio abaixo de qualquer coisa que soe bem.

veste o preconceito e arremeça-te, semsaborão maldito, que o sentido da vida é a vida sem sentido. isto afinal é mesmo tudo a mesma carneirada.

não te preocupes filho, que eles têm lá coisas e computadores e hão de saber o que fazer contigo.

revolta-te meu menino, revolta-te, não são dois whiskeys ao jantar que fazem de ti a burguesia.

deixa que o desejo te ate ao leme da passarola que voa com as vontades, meu d. joão V de trazer por casa.

domingo, outubro 22, 2006

Operação k7 quebrada

Há coisa de duas semanas, enquanto reorganizava os meus aposentos, dei por mim sem saber o que fazer às k7's VHS que se amontoavam a um canto. Depois de sentir uma certa embriaguez nostálgica ao passar por títulos como "Os condenados de Shawshank", "O Corvo", "Pulp Fiction", "As minas do rei Salomão", "Fim de semana com um morto", entre outros, achei que ocupavam demasiado espaço para o uso que lhes conferia. Assim, sob o slogan "Tornar-me 100% digital" enforcei aquilo a que dei o nome de Operação K7 quebrada.

Ainda que com alguma mágoa e uma certa dose de incerteza sempre presente, lá foram as amigas VHS pela conduta que as conduziu ao caixote verde (ainda pensei na reciclagem mas nao sabia qual a cor do caixote onde as devia depositar e afinal de contas sou sportinguista).

Uma vez concluida a operação, uma sensação de alívio percorreu o meu corpo, de tal forma que já nem compreendia não só a hesitação anterior, como o facto de ter demorado tanto tempo para me decidir a levá-la à prática.

E assim vivi feliz desde aí..

Até que recebo um mail do amigo Siopa que passo a reproduzir:


"O Instituto Português de Oncologia (IPO) está a angariar filmes VHS para os
doentes da unidade de transplantes que estão em isolamento. «São crianças e
adultos que precisam de um transplante de medula e de estar ocupados
durante o tempo de internamento», explicou ao Portugal Diário a Enfermeira
responsável pela unidade, Elsa Oliveira.

A «falta de "stocks"» torna necessária a ajuda da população: «Precisamos de filmes para as pessoas mais desfavorecidas que não têm possibilidade de os trazer. Algumas crianças trazem os seus próprios filmes e brinquedos mas depois quando têm alta levam-nos», acrescenta.

O IPO aceita todos os géneros de filmes, mas a preferência vai para a «comédia». Numa altura menos feliz das suas vidas, «um sorriso vai fazer bem a quem passa dias inteiros numa cama de hospital». Rir é sempre um bom remédio.

As cassetes de vídeo ou DVD's antigos podem ser enviadas para:

Instituto Português de Oncologia de Francisco Gentil
A/C SrªEnfª Elsa Oliveira

Rua Professor Lima Basto 1093 Lisboa Codex

Ou então, informe-se pelo telefone: 21 726 67 85"


Para evitar que aqueles de vós que ainda não se tornaram 100% digitais percam a oportunidade de fazer rir as crianças que têm de ficar todo o dia internadas a ver morangos com açucar e floribelas aqui fica a mensagem. Nada como um belo filme do Eddie Murphy ou do Chevy Chase, que nos entreteu nos 80's e que ainda pode fazer bem a alguém.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Relatos do Interrail - Passagens de fronteira

Começo os Relatos do Interrail por um dos mais inebriantes acontecimentos deste tipo de viagem: as passagens de fronteira. Acontecimento físico mas sobretudo psicológico de atravessamento de imaginárias linhas divisoras, sobre as quais rios de sangue correram e inda correm.

Este não é um tema sobre o qual se possa, a meu ver, generalizar mais do que o feito no parágrafo anterior, pois a história de cada curva dessas linhas diz em si mesma muito sobre o que nela está contido. E não havendo territórios iguais, não haverá fronteiras iguais.

Algumas nem se nota a passagem, noutras a passagem é de tal forma notória que se apanha uma constipação no processo.

Entrar na Turquia custa 10€ para europeus ou 15$ para americanos para um visto de entrada, é bom ser europeu e ter descontos como este. Note-se que o visto diz explicitamente EMPLOYMENT PROHIBITED, o que gera sempre a mesma piada entre os mais atentos a este pormenor.

A frontreira entre Sérvia e Croácia também é digna de registo. Cemitérios humildes com centenas de cruzes delimitam-na. Como estrangeiro a esta realidade os agentes de custumes trataram-me com bastante mais simpatia que aos que dali queriam passar para o outro lado. Nesse aspecto ainda se sente algum recentimento e qualquer coisa entre a vingança e "esta-não-é-a-tua-terra".

Por falar em custumes, só não vê o contrabando quem estiver a dormir. Tabaco e qualquer coisa embrulhada que supuz ser droga vi eu a passar. Aliás, o revisor dum comboio (enquanto os passageiros tratavam dos vistos de saída) comprou dezenas de volumes de LM na fronteira entre a Turquia e a Bulgária. Distribuiu-os em sacos arbitrariamente pelas carruagens e calmamente pediu-nos que dissesse-mos que era nosso caso nos fosse perguntado. Quando lhe perguntei o que ganhava eu com isso fez-se que não percebia inglês. Os custumes búlgaros ficaram com um dos sacos e 2 pancadinhas nas costas e o comboio seguiu viagem.

Chegados a Istambul o comboio entra numa linha suburbana, passando por diversas estações mas não parando em nenhuma. Um outro revisor aproveita para atirar um saco fechado (claramente tabaco não era) numa dessas estações onde um grupo de 2/3 pessoas o esperava (ao saco) de braços abertos e aos pulos depois da bela recepção de um deles.

Ainda assim nada me marcou mais que a passagem da Hungria para a Roménia. Finalmente encontrei o 2º mundo. Um mundo onde não se fala inglês e quem fala aproveita-se disso, e bem. "This is Romania, reservation very very necessary. Oficial price X, non-oficial price.."

O interrail à guisa do autor

Olá amigos,

depois de 2 anos de fraca produção intlectual por motivos metereológicos a que a administração do blog é alheia, eis que estão de novo criadas as condições para um saudável aumento de produção.

Como é do conhecimento geral, um interrail foi feito por mim à coisa de 2 meses; sobre o qual pouco o nada tenho dito neste espaço à excepção dos pequenos reports que fui fazendo onde conseguia ligação à internet.

Depois deste tempo necessário à maturação da experiência em si, é chegada a altura de partilhar alguns pensamentos que me ocorrem sobre a dita viagem, poupando-vos a fastidiosos detalhes diariográficos.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Enquanto a chuva cai

Está de chuva lá fora, recomenda-se uma gabardine.

Estou entusiasmdo com o acordo celebrado entre o Estado Português e o MIT para o desenvolvimento de programas de estudo avançados nas áreas de engenharia de concepção e sistemas avançados de produção, sistemas de energia, sistemas de transporte e sistemas de bioengenharia.

Sinceramente acho que é uma boa aposta do governo, quer pelos intervenientes quer nas áreas de estudo escolhidas. Acho que vai sendo altura de o país deixar cair alguns sectores em que é menos competitivo e fazer apostas com futuro; e sobretudo deixar de investir pouco em tudo e fazer precisamente o contrário. Claro que não é fácil vai levantar muitas ondas, mas tem de ser. Convem ler David Ricardo neste ponto.

Tenho pena que alguns senhores se tenham levntado contra as universidades escolhidas para entrar no programa mas quando é preciso escolher já se sabe que não se pode ir a todas e alguém tem de ficar de fora. Sobretudo Aveiro mas também Évora se têm afirmado nos últimos anos como potenciais concurrentes às universidades clássicas; mas estas têm apostado e bem, sobretudo nas áreas de TI que não são o foco deste programa e provavelmente por isso terão ficado de fora.

Lamentar por último que tenha sido o governo a assinar este acordo. Deveriam ter sido, na minha opinião, as universidades, elas mesmas, a procurar valorizar-se com este tipo de iniciativa, ainda que dependendo sempre do dinheiro estatal para a concretização. Assim, àquelas que ficaram de fora, em vez se queixarem, vão à luta.

sexta-feira, outubro 13, 2006

Jaques de Molay vingado serás

13 de Outubro de 2006 não está de chuva lá fora; o lugar é Alter do Chão e 11 e pouco é a hora

Faz hoje 699 anos que Filipe IV, O Belo, Rei de França declara ilegal a Ordem dos Templários e mandar prender os seus membros simultaneamente um pouco por todo o lado; mais tarde viriam a ser queimados vivos naquilo a que hoje se chamaria um 2 em 1: executados e cremados logo ali e de uma só vez.

13 de Outubro de 1307, sexta-feira

daí vem o chamado azar das sextas-feiras trezes..

quinta-feira, outubro 12, 2006

Carvalho da Silva em prime-time

A CGTP planeia ocupar os seus 5 minutos televisivos de hoje com uns exercícios a realizar em Lisboa, algures entre o Marquês e o Terreiro do Paço. Tratam-se de manobras que visam a preparação das tropas para qualquer eventualidade. Foram fretados 3 autocarros, milhares de ripas de madeira, uma boa dúzia de lençois e uns restos de tinta, sabe-se lá a que preços.

Os exercícios visam, entre outras coisas, que no juntar é que está o ganho, a redução da idade de reforma no sector da construção de 65 para 57 anos; especificidade do sector. Enquanto os outros sectores aumentam, com excepção da educação, do turismo, da agricultura, da industria e do comércio, pelas mesmas razões: especificidade.

De fora ficou a produção e a escrita de blogs, não é específico o suficiente. Ora, como toda a gente sabe, ninguém com mais de 57 anos é capaz de produzir qualquer blog de geito; mais, toda a criatividade do organismo é sugada muito antes da idade crítica dos 39. Como pode, pois, o governo fazer uma coisa destas? Estarão eles interessados em matar os bloguistas de cansaço intelectual? Não chegavam já os Grandes Portugueses e o Dança Comigo?

São questões em que vale a pena reflectir..

sexta-feira, setembro 29, 2006

Bulls on parade

- Isso no fundo não é bem assim, se vires bem acabas não sair do mesmo sítio e por isso para que começar?
-...
- Chego sempre à conclusão que toda a opinião sobre uma pessoa colectiva não passa duma generalização grosseira.
- E então? Lá estas tu com a mania das grandezas. A opinião é sempre uma inverdade se fores rebuscar excepções, mas permite o desenvolvimento do argumento, que à falta de melhor, entretem as hostes.
- "Tudo deve ser simplificado o mais possível, mas não mais simples do que isso" disse uma vez o Einstein, não sei em que estava a pensar mas quando se trata de pessoas, não há grande simplificação a fazer; negar isso é ceder aos autocolantes. A humanidade enquanto gente é demasiado intratável. As pessoas é uma coisa relativa..
- Alguém disse um dia que "The dilettantish luxuary of relativism will be forgotten in the boneyards of the future"
- Não estou a ver onde queres chegar.. mas uma coisa é certa e disse-o bem Carl Jung: "people cannot stand too much reality". E no que trata de fugir à realidade.. sabes tu melhor que eu.





Nem tudo cheira bem no reino da dinamarca. Estou aqui, estou a perdê-lo.

"No bairro de perdição aonde aportou a minha juventude, como para acabar de instruir-se, dir-se-ia terem marcado encontro os percursores sinais duma próxima derrocada de todo o edifício da civilização" Guy Debord

Cheira a mofo, diz ele.

Detesto os custos de oportunidade. Detesto janelas. E menos gosto de cabras cegas.

Vou partir à conquista da latrina d'oiro.

"The known is finit, the unknown is infinit; intelectually we stand on an islet of an illimitable ocean of inexplicability. Our business in every generation is to claim a little more land." Thomas Huxley

"A mente é um pára-quedas, só funciona se estiver aberta" Thomas Dewar

sábado, setembro 16, 2006

Recuperando o folego

Vou andando por ai
Sobrevivendo à bebedeira e ao comprimido
Vou dizendo sim á engrenagem
E ando muito deprimido

É dificil encontrar quem o não esteja
Quando o sistema nos consome e aleija
Trincamos sempre o caroço
Mas já não saboreamos a cereja

Já houve tempos em que eu
Tinha tudo não tendo quase nada
Quando dormia ao relento
Ouvindo o vento beijar a geada

Fazia o meu manjar com pão e uva
Fazia o meu caminho ao sol ou à chuva
Ao encontro da mão miúda
Que me assentava como uma luva

Se ainda me queres vender
Se ainda me queres negociar
Isso já pouco me interessa

Perdemos o gosto de viver
Eu a obedecer e tu a mandar
Os dois na mesma triste peça
Os dois á espera do fim

Tu tens furtuna e eu não
Podes comer salmão e eu só peixe miúdo
Mas temos em comum o facto de ambos vermos
A vida por um canudo

Invertemos a ordem dos factores
Pusemos números à frente de amores
E vemos sempre a preto e branco o programa
Que afinal é a cores
Jorge Palma - À Espera do Fim

quarta-feira, agosto 30, 2006

Interrail Report Finale

Dia 27: Colónia
Dia 28: Colónia - Amesterdão
Dia 29: Amesterdão
Dia 30: Amesterdão - Lisboa

E assim aconteceu..

Back in Lissabonne em escala de volta até ao Alentejo

sexta-feira, agosto 25, 2006

Interrail Report 07

Dia 26: Munique - Colónia

Depois de ter experimentado o melhor da comida da Baviera e alguma da cerveja local hoje foi um dia complicado. Uma viajem que deveria ter sido de 6 horas tornou-se numa de 9 ou 10 horas. Adormeci no comboio e perdi a oportunidade de sair em Estugarda pelo que segui até Frankfurt (Main) e daí para Mainz e só entao para Colónia.

O plano era conhecer hoje o máximo possível de Colónia e aproveitar amanha para dar um salto ate Hamburgo. Assim parece que nao vai ser desta pois trata-se de uma viajem de 4 horas.. 8 se contar com a volta.. 12 a 14 se la quiser ficar algum tempo. A nao ser que me levante bem cedinho. Vou por o despertador mas depois acabo por nao ver nada de Colónia.. decisions, decisions..

quinta-feira, agosto 24, 2006

Interrail Report 06

Dia 21: Belgrado - Zagreb
Dia 22: Zagreb
Dia 23: Zagreb - Liubliana
Dia 24: Liubliana - Salzburgo
Dia 25: Salzburgo - Munique

Está a chegar ao fim, é a mais triste conclusão que me cabe fazer ao escrever os últimos dias do percurso. Pena ter estado só um dia em Ljubljana, nem um dia inteiro sequer, porque valia mais que os 2 que estive em Zagreb. É o problema de reservar as noites nos hostels com antecedencia, as vezes apetece mais e já não é possível (sem perder 10-20€).

De qualquer maneira troquei a última noite em Paris por mais uma em Amesterdão, visto que me parece valer mais a pena; ainda não é desta que subo a Torre Eiffel.

Vou voltar um pouco à vida de sandes e enlatados, depois de sair dos países onde se pode comer bem por relativamente pouco.

Depois desta viajem já vai dando para perceber em que países (zonas) se é bem recebido e quanto isso importa para a satisfacão duma viajem. Agora de volta à Alemanha posso deixar de me preocupar com horários de comboios porque a oferta é tanta que difícil é estar mais de 30 minutos à espera.

Por aqui ainda não há OctoberFest mas estou à espera de alguma AugustFest. Ainda nem mapa tenho mas estou ao pé da estacão principal pelo que não deve ser difícil arranjar um.

Uma última nota para a viajem entre Ljubljana e Salzburg feita às 8h da manhã com o nevoeiro dos Alpes no seu explendor é uma coisa que vale a pena.

Abraco

sábado, agosto 19, 2006

Interrail Report 05

Dia 17: Istambul
Dia 18: Istambul - Plovdiv
Dia 19: Plovdiv - Sofia - Belgrado
Dia 20: Belgrado

Comeco agora o ultimo terco da viajem. Parecia tanto tempo no principio. A indefinicao e geral. Nao era pa aqui vir. Decidi ca ficar uma noite. Festival da cerveja no castelo nao eh so em Lisboa, aqui hoje passa-se o mesmo.

Amanha Zagreb e talvez Ljubliana se nao arranjar sitio para dormir em Zagreb.

Ha pouco passei por uma recordacao da guerra; dois edificio em ruinas e um palacio adjacente que levou com as sobras. Curioso que ambos os edificios em ruinas estavam guardados pelo exercito.

Fora isso parece-me uma cidade normalissima numa tarde de sabado em agosto. Deve tar tudo na praia.
Mais uma vez concegui alugar uma bicicleta e assim ve-se bem mais facilmente a cidade, apesar de nao se verem muitas por aqui.

Abraco

quarta-feira, agosto 16, 2006

Interrail Report 04

Dia 13: Budapest - Braşov
Dia 14: Braşov
Dia 15: Braşov - Bucareste -Istambul
Dia 16: Istambul

Começo por dizer que os teclados (ou o alfabeto) turco tem 2 is, um com pinta outro sem. a ver: ı e i. o sem pinta ocupa o lugar do com pinta nos nossos teclados. parece apenas um pormenor mas depois nao ha pagına que abra, password que seja aceıte, etc.

Conhecı uns portugueses no comboio de Bucareste para İstambul, jogou-se um Bısmark. Foı bom pela companhia mas tenho andado com eles mas sao gente de passo lento. Estou aquı ah doıs dıas e aında nao vı quase nada.. Pıor, sao do Porto e ja se sabe que nao ha nada melhor que o Porto e nao perdem oportunıdade para o realcar. O que a inveja faz..

Amanha aında fıco por aquı durante o dıa e de noıte vou para a Bulgarıa parando em Plovdiv e depoıs Sofia onde conto voltar a apanhar o comboıo da noıte para Belgrado. Nao ha duvıda que as coısas se passam de outra forma quando se saı da UE. Gostarıa de excluır a Hungria do grupo porque me pareceu ao nivel dos de leste. Onde a Russıa poe o pe..

Va la as coisas na Turquia sao bem dıferentes ao nıvel cultural. Gente aberta e sımpatica, embora do tipo brasileiro, a ver se pinga. Honra seja feita aqueles que nao trabalham em lojas e que realmente tem sıdo impecaveıs. A cidade eh bastante segura para os 12 milhoes que por aqui andam. Na parte turistıca pelo menos.

Agora eh voltar para casa por um camınho dıferente. Toda a gente me dız para ır a Cracovia mas tınha dado geıto ter ıdo antes. Vou ver se aında consıgo.

Porque eh que toda a gente aqui me fala no fıgo ou no ronaldo quando dıgo que sou portugues??

sexta-feira, agosto 11, 2006

Interrail Report 03

Dia 12: Budapeste

Hoje deu para ver alguma coisa do lado de Buda, especialmente as colinas. O metro está em obras pelo que só de autocarro ou eléctrico é que se atravessa o danúbio.. ou a pé. Por falar nisso o Danúbio está longe de ser azul. Acastanhado, vá.

Encontrei aqui algo que me parece muito lisboeta, a sensacao de ser capital de uma grande coisa mas que nao manda em mais que um pequeno nada.

Aqui ainda se entra nos autocarros em qualquer porta que abra, atravessa-se a estrada fora da passadeira ou com o sinal vermelho entre outras coisas.. para quem veio da Alemanha e Austria isto já me parece terceiro mundista.. que será quando chegar á Roménia ou Bulgária..

Por falar em terceiro mundista, os austriacos nao entendem o conceito de fila. Já havia tomado conhecimento deste facto nas célebres cantinas parisienses, mas estar num alinhamento de McDonalds em Viena pareceu-me seguro. Nao só se metem á nossa frente literalmente á francesa, como ainda olham para trás com aquela expressao: olha pa este parvo que se deixou ultrapassar. Uma boa cotovelada parece resolver a questao.

Next stop--> TRANSILVANIA

Amanha parto cedo para Brasov, Roménia. Que é como quem diz chego lá já de noite. A partir daqui os comboios sao uma coisa que passa mais ou menos a uma hora e que nao chega la no mesmo dia do calendário canónico.



Para aqueles que como eu se perguntam que raio sao os "Roma" que perfazem sempre uma pequena percentagem da populacao e sao sempre alvo de conflito com os locais (como lhe chamam os guias de viagem) trata-se dos nossos já conhecidos ciganos, povo sem terra nem pátria que vive do comércio de artigos contrafeitos, aqui como em qualquer lado da Europa. Aqui, simplesmente, nao os distingo pela pronuncia.

Já falei disto ontem mas tenho de repetir, esta malta da Europa Central precisa de aprender a receber os de fora. Muitos anos a serem invadidos deram nisto. Talvez uma bandeira branca ajude.

Dizem-me que as pessoas na provincia sao mais abertas e acolhedoras, o que é bom mas nao ajuda muito á causa, já que nao estou tanto numa de ver os campos de milho e girassol.



Ticket please..

Passport control..

quinta-feira, agosto 10, 2006

Interrail Report 02

Actualizacao:

Dia 10: Viena
Dia 11: Viena - Budapeste

Comecei agora uma nova fase a partir de Budapeste, a fase em que já soube escolher os hostels, ou seja baratos e sobretudo perto do centro. Em Berlim estive a mais de 15km do centro (metro+comboio+autocarro) ou seja nem sempre o mais barato sai mais barato. Em Viena voltei a ficar longe do centro mas felizmente havia metro até lá perto.

Agora estou no centro de Peste. Peste é o lado plano da cidade, pelo que aluguei uma bicicleta e passei o dia a conhecer isto sem me cansar muito. Amanha vou andar pelas colinas de Buda. As pessoas aqui também nao falam ingles, mas já me parecem mais simpaticas. Há aqui nem um terco das pessoas que havia em Praga. Ainda nao encontrei portugueses. Comeca a ser uma cena de valor.

Acabei de encontrar na rua uns americanos que tinha conhecido no hostel em Viena, engracado.

O mal destas terras daqui para a frente é que apesar de parecerem mais baratas perde-se sempre com os cambios. Dica: nunca trocar dinheiro na estacao a que se chega, a nao ser os indispensáveis 5€ para o metro ate ao hostel. Quanto mais perto do centro melhores sao os cambios.

Outra coisa chata é que nao se percebe nada das coisas no supermercado. Pela segunda vez comprei água com gás, numa garrafa de litro e meio. E escolher patés na Republica Checa!!! isso é que foi..

Aqui vou eu..