quarta-feira, agosto 30, 2006
Interrail Report Finale
Dia 28: Colónia - Amesterdão
Dia 29: Amesterdão
Dia 30: Amesterdão - Lisboa
E assim aconteceu..
Back in Lissabonne em escala de volta até ao Alentejo
sexta-feira, agosto 25, 2006
Interrail Report 07
Depois de ter experimentado o melhor da comida da Baviera e alguma da cerveja local hoje foi um dia complicado. Uma viajem que deveria ter sido de 6 horas tornou-se numa de 9 ou 10 horas. Adormeci no comboio e perdi a oportunidade de sair em Estugarda pelo que segui até Frankfurt (Main) e daí para Mainz e só entao para Colónia.
O plano era conhecer hoje o máximo possível de Colónia e aproveitar amanha para dar um salto ate Hamburgo. Assim parece que nao vai ser desta pois trata-se de uma viajem de 4 horas.. 8 se contar com a volta.. 12 a 14 se la quiser ficar algum tempo. A nao ser que me levante bem cedinho. Vou por o despertador mas depois acabo por nao ver nada de Colónia.. decisions, decisions..
quinta-feira, agosto 24, 2006
Interrail Report 06
Dia 22: Zagreb
Dia 23: Zagreb - Liubliana
Dia 24: Liubliana - Salzburgo
Dia 25: Salzburgo - Munique
Está a chegar ao fim, é a mais triste conclusão que me cabe fazer ao escrever os últimos dias do percurso. Pena ter estado só um dia em Ljubljana, nem um dia inteiro sequer, porque valia mais que os 2 que estive em Zagreb. É o problema de reservar as noites nos hostels com antecedencia, as vezes apetece mais e já não é possível (sem perder 10-20€).
De qualquer maneira troquei a última noite em Paris por mais uma em Amesterdão, visto que me parece valer mais a pena; ainda não é desta que subo a Torre Eiffel.
Vou voltar um pouco à vida de sandes e enlatados, depois de sair dos países onde se pode comer bem por relativamente pouco.
Depois desta viajem já vai dando para perceber em que países (zonas) se é bem recebido e quanto isso importa para a satisfacão duma viajem. Agora de volta à Alemanha posso deixar de me preocupar com horários de comboios porque a oferta é tanta que difícil é estar mais de 30 minutos à espera.
Por aqui ainda não há OctoberFest mas estou à espera de alguma AugustFest. Ainda nem mapa tenho mas estou ao pé da estacão principal pelo que não deve ser difícil arranjar um.
Uma última nota para a viajem entre Ljubljana e Salzburg feita às 8h da manhã com o nevoeiro dos Alpes no seu explendor é uma coisa que vale a pena.
Abraco
sábado, agosto 19, 2006
Interrail Report 05
Dia 18: Istambul - Plovdiv
Dia 19: Plovdiv - Sofia - Belgrado
Dia 20: Belgrado
Comeco agora o ultimo terco da viajem. Parecia tanto tempo no principio. A indefinicao e geral. Nao era pa aqui vir. Decidi ca ficar uma noite. Festival da cerveja no castelo nao eh so em Lisboa, aqui hoje passa-se o mesmo.
Amanha Zagreb e talvez Ljubliana se nao arranjar sitio para dormir em Zagreb.
Ha pouco passei por uma recordacao da guerra; dois edificio em ruinas e um palacio adjacente que levou com as sobras. Curioso que ambos os edificios em ruinas estavam guardados pelo exercito.
Fora isso parece-me uma cidade normalissima numa tarde de sabado em agosto. Deve tar tudo na praia.
Mais uma vez concegui alugar uma bicicleta e assim ve-se bem mais facilmente a cidade, apesar de nao se verem muitas por aqui.
Abraco
quarta-feira, agosto 16, 2006
Interrail Report 04
Dia 14: Braşov
Dia 15: Braşov - Bucareste -Istambul
Dia 16: Istambul
Começo por dizer que os teclados (ou o alfabeto) turco tem 2 is, um com pinta outro sem. a ver: ı e i. o sem pinta ocupa o lugar do com pinta nos nossos teclados. parece apenas um pormenor mas depois nao ha pagına que abra, password que seja aceıte, etc.
Conhecı uns portugueses no comboio de Bucareste para İstambul, jogou-se um Bısmark. Foı bom pela companhia mas tenho andado com eles mas sao gente de passo lento. Estou aquı ah doıs dıas e aında nao vı quase nada.. Pıor, sao do Porto e ja se sabe que nao ha nada melhor que o Porto e nao perdem oportunıdade para o realcar. O que a inveja faz..
Amanha aında fıco por aquı durante o dıa e de noıte vou para a Bulgarıa parando em Plovdiv e depoıs Sofia onde conto voltar a apanhar o comboıo da noıte para Belgrado. Nao ha duvıda que as coısas se passam de outra forma quando se saı da UE. Gostarıa de excluır a Hungria do grupo porque me pareceu ao nivel dos de leste. Onde a Russıa poe o pe..
Va la as coisas na Turquia sao bem dıferentes ao nıvel cultural. Gente aberta e sımpatica, embora do tipo brasileiro, a ver se pinga. Honra seja feita aqueles que nao trabalham em lojas e que realmente tem sıdo impecaveıs. A cidade eh bastante segura para os 12 milhoes que por aqui andam. Na parte turistıca pelo menos.
Agora eh voltar para casa por um camınho dıferente. Toda a gente me dız para ır a Cracovia mas tınha dado geıto ter ıdo antes. Vou ver se aında consıgo.
Porque eh que toda a gente aqui me fala no fıgo ou no ronaldo quando dıgo que sou portugues??
sexta-feira, agosto 11, 2006
Interrail Report 03
Hoje deu para ver alguma coisa do lado de Buda, especialmente as colinas. O metro está em obras pelo que só de autocarro ou eléctrico é que se atravessa o danúbio.. ou a pé. Por falar nisso o Danúbio está longe de ser azul. Acastanhado, vá.
Encontrei aqui algo que me parece muito lisboeta, a sensacao de ser capital de uma grande coisa mas que nao manda em mais que um pequeno nada.
Aqui ainda se entra nos autocarros em qualquer porta que abra, atravessa-se a estrada fora da passadeira ou com o sinal vermelho entre outras coisas.. para quem veio da Alemanha e Austria isto já me parece terceiro mundista.. que será quando chegar á Roménia ou Bulgária..
Por falar em terceiro mundista, os austriacos nao entendem o conceito de fila. Já havia tomado conhecimento deste facto nas célebres cantinas parisienses, mas estar num alinhamento de McDonalds em Viena pareceu-me seguro. Nao só se metem á nossa frente literalmente á francesa, como ainda olham para trás com aquela expressao: olha pa este parvo que se deixou ultrapassar. Uma boa cotovelada parece resolver a questao.
Next stop--> TRANSILVANIA
Amanha parto cedo para Brasov, Roménia. Que é como quem diz chego lá já de noite. A partir daqui os comboios sao uma coisa que passa mais ou menos a uma hora e que nao chega la no mesmo dia do calendário canónico.
Para aqueles que como eu se perguntam que raio sao os "Roma" que perfazem sempre uma pequena percentagem da populacao e sao sempre alvo de conflito com os locais (como lhe chamam os guias de viagem) trata-se dos nossos já conhecidos ciganos, povo sem terra nem pátria que vive do comércio de artigos contrafeitos, aqui como em qualquer lado da Europa. Aqui, simplesmente, nao os distingo pela pronuncia.
Já falei disto ontem mas tenho de repetir, esta malta da Europa Central precisa de aprender a receber os de fora. Muitos anos a serem invadidos deram nisto. Talvez uma bandeira branca ajude.
Dizem-me que as pessoas na provincia sao mais abertas e acolhedoras, o que é bom mas nao ajuda muito á causa, já que nao estou tanto numa de ver os campos de milho e girassol.
Ticket please..
Passport control..
quinta-feira, agosto 10, 2006
Interrail Report 02
Dia 10: Viena
Dia 11: Viena - Budapeste
Comecei agora uma nova fase a partir de Budapeste, a fase em que já soube escolher os hostels, ou seja baratos e sobretudo perto do centro. Em Berlim estive a mais de 15km do centro (metro+comboio+autocarro) ou seja nem sempre o mais barato sai mais barato. Em Viena voltei a ficar longe do centro mas felizmente havia metro até lá perto.
Agora estou no centro de Peste. Peste é o lado plano da cidade, pelo que aluguei uma bicicleta e passei o dia a conhecer isto sem me cansar muito. Amanha vou andar pelas colinas de Buda. As pessoas aqui também nao falam ingles, mas já me parecem mais simpaticas. Há aqui nem um terco das pessoas que havia em Praga. Ainda nao encontrei portugueses. Comeca a ser uma cena de valor.
Acabei de encontrar na rua uns americanos que tinha conhecido no hostel em Viena, engracado.
O mal destas terras daqui para a frente é que apesar de parecerem mais baratas perde-se sempre com os cambios. Dica: nunca trocar dinheiro na estacao a que se chega, a nao ser os indispensáveis 5€ para o metro ate ao hostel. Quanto mais perto do centro melhores sao os cambios.
Outra coisa chata é que nao se percebe nada das coisas no supermercado. Pela segunda vez comprei água com gás, numa garrafa de litro e meio. E escolher patés na Republica Checa!!! isso é que foi..
Aqui vou eu..
terça-feira, agosto 08, 2006
Interrail report 01
Tudo a correr dentro do possível. Alguns problemas nos primeiros dias com reservas de hostels (ou falta delas) mas agora vai correndo melhor. relatório de passagens:
Dia 1: Lisboa - Madrid
Dia 2: Madrid - Barcelona
Dia 3: Barcelona
Dia 4: Barcelona - Paris
Dia 5: Paris - Berlim
Dia 6: Berlim
Dia 7: Berlim - Praga
Dia 8: Praga
Dia 9: Praga - Viena
chuva desde Berlim até hoje. parece querer melhorar um pouco.
parece que o benfica vai jogar hoje em Viena. estou ao pé de um estádio, näo sei se é o do Austria, mas näo é o Prater.
Barcelona gostei muito (näo conhecia). Berlim foi agradável surpresa, alemäes (berlinenses) muito simpáticos ao contrário das pessoas da Boémia, pelo menos de Praga, muito desagradáveis mesmo. Viena também näo parece muito acolhedora para estrangeiros mas ainda é só a primeira impressäo, mas já comeco a perceber porque o Haider tem tantos votos. Muito imigrante desagradável. O bigode parece que está na moda por estas bandas.
depois de Viena ---> Budapest, Brasov, Bucareste e a täo desejada ida a Istambul.
abracos (estes teclados alemäes é que säo dispensáveis, Y e Z trocados e todos aqueles tremas)
domingo, julho 30, 2006
pouca terra, pouca, terra..
sábado, julho 15, 2006
BEPP
O problema e aí dou-lhes razão, é que assim os ricos ficam mais ricos mas porque os ricos têm mais cuidado com os investimentos que fazem. Parece-me é que penalizar os bons, porque são bons, é que não é uma atitude positiva, diria mesmo é o pior que se pode fazer pois cria um incentivo claramente errado.
sexta-feira, julho 14, 2006
Bombas, Berlusconi e o Beira-Mar
Aquilo que me põe a pensar hoje que estou mais dentro da temática é a relação entre a Rússia e a China. Deixo à vossa consideração estes dois estados comuno-capitalistas e novo-riquenhos.
Mais, é com alguma apreensão que vejo os comentários relativamente à Rússia feitos nos USA sobre a última reunião do chamado G-8, que a própria Rússia organizou e, diziam alguns, nem à mesa deveria estar quanto mais organizar. A posição da Itália aparentemente é pacífica. Sabendo que a dimensão do ego destes senhores é proporcional ao tamanho do país, certamente não lhes arrancaram muitos sorrisos. O próprio Putin não me parece fan de programas de humor, por assim dizer. Convem não esquecer que estes senhores ainda possuem uma quantidade de bombitas capazes de destruir o planeta. E que vão, dir-se-ia numa expressão empresarial, capitalizando activos e realizando mais-valias aqui e ali visto que a procura é grande.
Mas isto não é coisa que aparentemente interesse aos meus leitores pelo que passarei a escrever sobre bola, que afinal sempre é coisa capaz de unir os povos. Prevejo que este ano o Benfica seja o campeão da pré-temporada e que o Vende-Camisolas se desdobre em sorrisos e fotografias patrocinadas por uma qualquer marca desportiva.
Disse à chegada e passo a citar: O Jardeu chegou pr'a fazê o que o Jardeu sabe fazê, né? O Jardeu promete golos e o seu grande objetxivo nessi regrésso é conquistá títulos
Bem vindo de volta Jardel, que falta fazias para animar isto. Um brinde: À tua cabeça, umas das mais belas, senão a mais bela que tive oportunidade de ver, salvo seja.
Quero ainda destacar a descida de divisão da Juventos, Fiorentina e Lázio como grande reforço dos clubes europeus, vamos lá ver se sobre algum avançado para o Sporting, visto que o Miccoli, esse goleador, já rumou a outras paragens.
Fiquei deveras surpreendido, confesso, por esta decisão, numa justiça que julgava ao nível da portuguesa. Sou levado a crer que o juiz seja amigo do ex primeiro ministro.
quarta-feira, julho 05, 2006
3 em menos de 100 anos?
Tenho andado a explorar através do Google Earth alguns países menos comuns (depois de descobrir o meu carro), entre eles a Coreia do Norte. Felizmente há uma meia dúzia de americanos, que devem ter algum tipo de formação militar, catalogaram os mais importantes locais estratégicos não só da CN como da Síria, Irão e etc.. Dizem eles que Pyongyang é a cidade mais bem defendida do mundo e eu acredito ao ver a quantidade de baterias antiaérias, quarteis, trincheiras etc que se identificam pelas imagens de satélite.
Mas porquê disse eu à pouco que parece demasiado fácil? É que apesar dos mísseis (ou um dos vários tipos deles) que foram lançados ontem poder atingir os USA na costa ocidental (e. g. LA) me parece uma atitude demasiado ousada para um país com uma economia inexistente. Eles até devem ser autosuficientes, se contarmos que grande parte muito pouco tem para viver e não se conhecem grandes reservas estratégicas hoje em dia que pudessem aguentar uma guerra prolongada. Não têm nada, porque não precisam de nada, a não ser de urânio, mísseis e tecnologia (que aparentemente ou têm ou estão em vias de ter).
Descontando as inerências mais físicas de uma estratégia bélica de invasão e defesa, que passa pela cabeça daquele senhor quando lhe dá para fazer uma demonstração destas no dia 4 de Julho (Dia da Independência dos USA)? Terá ele as costas quentes? Eu diria que sim, não me faz grande sentido se não for assim. Seria no mínimo suicida e creio que se assim não fosse já o senhor arbusto tinha lá ido (que isto das guerras dá sempre uma certa fama, quem que seja para ficar na história).
Então que aliados pode ter o pequenote? O Eixo do Mal? Juntando os trapinhos com os países árabes descontentes, ou até com o senhor bin Laden, mais meia dúzia de africanos tipo Sudão, Nigéria e arredores, e até, porque que não o amigo Hugo Chavez (este fala fala mas ainda me parece o menos burro deles todos) com os pendericalhos da Bolívia, as FARC e outros demagogos.
Esperemos que não, mas do mal o menos.. talvez acabem com os "Morangos com Açucar". Em tempo de guerra todas as pequenas vitórias contam.
domingo, julho 02, 2006
paz podre
Constata-se que nunca há divergências aquando da saída de ministros. Mais, e daqui partiu a comparação com a URSS, quem abandona o cargo fá-lo sempre através de um pedido de demissão por razões de saúde ou por razões pessoais. Esta porcaria dos consensos cheira mal. Discordar é pecado? Num grupo de 17 pessoas (tantos?) todos pensam o mesmo sobre tudo? E quando é nítido que não concordam nada de bom daí advém, excepto problemas de saúde e razões de força maior.
Até no meu Sporting isto se passou ainda à bem pouco tempo (Ribeiro Teles e Bettencourt). Eis que se passaram os problemas pessoais e num ápice que regressam. Sou a favor da transparência, com um certo grau de opacidade, vá.. Deu-me particular gozo este presidente dizer ao antigo o que ele queria ouvir para lhe deixar o cargo (outra vez URSS) mas felizmente lá veio a machadada. Foi isto que o fez ganhar as eleições. Só um senhor com um "jogo de cintura" típico de empreiteiro de construção civil para este tipo de manobras, ainda assim bem melhores que os pedidos de demissão por falsas razões, já que este tipo de jogada priveligia os fins em deterimento dos meios, ainda que isto não faça muito bem à coluna.
Para ser justo, Freitas do Amaral realmente sofre de problemas de coluna, de outra espécie dos anteriormente mencionado, mas sofre. Aliás, deles sofre à pelo menos 20 anos - diz quem sabe que já deles se queixava em 1986 quando se candidatou à Presidência da República - mas nem por isso deixou de se candidatar, nem tão pouco de aceitar o convite para Ministro quando não consegue estar fisicamente à altura das funções. O que me levou a escrever este texto não foi este engodo, mas o facto de virem os comunicadores oficiais do executivo garantir, senão mesmo jurar, que divergências não as havia, mais, nunca as houve. Este tipo de situação encontra paralelo num comentário que li noutro dia de Vitor de Sousa àcerca de Herman José e que dizia qualquer coisa como isto: não sei se ele é homosexual, e se soubesse não dizia.
E continua a paz podre no país dos consensos.. consensos nunca os há, mas sem eles, aqui, nada se faz..
E assim vai o ponta-de-lança da Europa
Saúda-se, e muito, a entrada em vigor (finalmente) do MIBEL, ainda que apenas para as empresas, por agora. Veremos se resulta. Finalmente se começa realmente a criar mercados ibéricos, que já existindo nalguns sectores, ainda não haviam chegado ao papel; e logo num sector tão politizado como a energia (eléctrica). Um comentário de reserva: este mercado serve para comprar e vender, mas (pelo menos em Portugal) até 2000 e troca o passo não haverão novas ligações à rede (excepto se ao estado interessar e pela chamada porta do cavalo) pelo que a solução dos ditos futuristas de passar a ser o cidadão individual a instalar pequenas unidades sobretudo hídricas e solares fotovoltaicas, que satisfaçam a procura dos próprios e possibilitem a venda do excedente continua na gaveta. Por outro lado continua a ser complicado (em termos de paciência) a obtenção de licenças para a própria instalação, como se não fosse uma coisa que interessasse estimular. Apesar de tudo, para um Iberista convicto, é uma coisa muito positiva.
E assim vai o ponta-de-lança da Europa, gordo e lento, devagar devagarinho, mas indo..
segunda-feira, junho 19, 2006
nostalgia da partida sem destino nenhum
| Que um dia | selei a 12 | 5 azul |
Que me deu para abalar sem destino nenhum
Foi sem graça nem pensando na desgraça
Que eu entrei pelo calor
Sem pendura que a vida já me foi dura
P'ra insistir na companhia
O tempo não me diz nada
Nem o homem da portagem na entrada da auto-estrada
A ponte ficou deserta nem sei mesmo se Lisboa
Não partiu para parte incerta
Viva o espaço que me fica pela frente e não me deixa recuar
Sem paredes, sem ter portas nem janelas
Nem muros para derrubar
| Tal | vez | um | dia me en | contre |
| As | sim | hmm | talvez me en | contre |
Curiosamente dou por mim pensando onde isto me vai levar
De uma forma ou outra há-de haver uma hora para a vontade de parar
Só que à frente o bailado do calor vai-me arrastando para o vazio
E com o ar na cara, vou sentindo desafios que nunca ninguém sentiu
Talvez um dia me encontre
Assim talvez me encontre
Entre as dúvidas do que sou e onde quero chegar
Um ponto preto quebra-me a solidão do olhar
Será que existe em mim um passaporte para sonhar
E a fúria de viver é mesmo fúria de acabar
Foi sem mais nem menos
Que um dia selou a 125 azul
Foi sem mais nem menos
Que partiu sem destino nenhum
Foi com esperança sem ligar muita importância àquilo que a vida quer
Foi com força acabar por se encontrar naquilo que ninguém quer
Só Deus tem os que mais ama"
o radio clube português partilhou hoje comigo este hino ao desafio. no meio do aperto de quem nos '80 da vida só cousas boas conhecia, a nostalgia bateu forte e a lágrima quase caiu. se banda sonora houvesse para os tais 15' esta seria uma grande candidata (a par da deep in it - saint germain). um tributo ao acto de partir; partir sem destino; partir por partir; partir para regressar..
e no meio das partidas a lado nenhum chegar, passando e conhecendo, pensando apenas em caminhar. talvez um dia me encontre.
mais do que chegar, mais do que o caminho, difícil, difícil é partir. renunciar ao que se deixa para trás. renunciar até ao que se disse que se fazia, e fazer.. indo. sentindo desafios que nunca ninguém sentiu. talvez.. um dia me encontre.
(e é dizer assobiando:) du-du-ru-ru-ru du-ru-ru-ru-ru du-ru-ru-ru...
quinta-feira, junho 15, 2006
o que diz o moleskine
Keith Ferrazzi
"Foi-me dado a observar, na maior parte de quantos deixaram memórias, que só nos mostráram claramente as suas más acções ou inclinações ruíns quando porventura as tomaram por proezas ou bons instintos, coisa que às vezes sucedeu."
Alexis de Tocqueville
"Existe em todos os sentimentos humanos uma flor primitiva, engendrada por um nobre entusiasmo que vai enfraquecendo sempre, até que a felicidade não seja senão uma recordação, e a glória uma mentira."
Honoré de Balzac
terça-feira, junho 13, 2006
alentejando

Deixo-vos aqui algumas fotos que relatam a evolução da obra, quais "Processos de Construção". Estamos no 16º mês de trabalho em obra, faltam aproximadamente 2 a 3 meses para o términus.

Parece que a Ministra da Cultura se encontra neste momento na Coudelaria de Alter com a nata do mundo equestre lusitano e em particular alteriense. Saúda-se, numa altura em que se equaciona o papel do Estado enquanto proprietário e (mau) gestor do seu património, a atenção dispensada a esta secular instituição.

Estamos abertos a visitas de segunda a sexta no horário laboral normal. Disponibilizamos capacete e água refrigerada
Deixo-vos com uma reflexão:
"De toda a resistência de atrito, a que mais atrasa o movimento humano é a ignorância" Nikola Tesla
quinta-feira, junho 08, 2006
ele disse e eu repito
Um país onde as pessoas não podem andar em segurança nas próprias ruas não tem o direito de dizer a nenhum povo como se governar, quanto mais o direito de bombardear e queimar esse outro povo"
Arthur Miller «The trouble with our contry», artigo escrito para o New York Times em 1968
Não é este texto extremamente actual? Afinal de contas já la vão quase 40 anos.. Eu divido o artigo em 2 partes. Uma primeira em que sublinhando a violência lhe acrescentaria o voyuerismo para melhor adapta-lo aos anos que correm, ainda assim nem uma vírgula lhe tirava. E uma segunda parte composta pelo parágrafo que propositadamente separei do restante texto. Obviamente tratava-se de um piscar de olho ao Vietname e quem sabe à Coreia, mas mais uma vez nem uma vírgula lhe tirava. Talvez apenas o queimar visto que o napalm caiu em desuso (digo eu que por lá não ando nem nunca andei) mas facilmente se acrescentava a tortura que, por pudor ou apenas esquecimento o autor não referiu (se calhar considera a tortura um acto de guerra e se calhar tem razão).
Acrescento duas citações, ambas por Thomas Harris no I'm OK you're OK:
"A verdade é um crescente corpo de dados relativo àquilo que observamos ser verdade."
"A democracia só pode funcionar com um eleitorado inteligente."
sexta-feira, junho 02, 2006
alma mater
fomos a voz sufocada
dum povo a dizer não quero;
fomos os bobos-do-rei
mastigando desespero.
Ontem apenas
fomos o povo a chorar
na sarjeta dos que, à força,
ultrajaram e venderam
esta terra, hoje nossa.
Uma gaivota voava, voava,
assas de vento,
coração de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de voar.
Uma papoila crescia, crescia,
grito vermelho
num campo cualquer.
Como ela somos livres,
somos livres de crescer.
Uma criança dizia, dizia
"quando for grande
não vou combater".
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer.
Somos um povo que cerra fileiras,
parte à conquista
do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás."
Se tem menos de 30 anos e conhece estes versos, é filho da revolução.
Um filho da revolução é alguém que não aprendeu a amar este país mas a sua história adulterada. É alguem que cresceu entre a nostalgia e a europa. Se para si os Greatest Hits of the 80's é a melhor banda sonora para viagens longas de carro você é defenitivamente um filho da revolução.
"Não há português nenhum que não se sinta culpado de qualquer coisa, não é filho? Todos temos culpas no cartório, foi isso que te ensinaram, não é verdade? Esta merda não anda porque a malta, pá, a malta não quer que esta merda ande, tenho dito. A culpa é de todos, a culpa não é de ninguém, não é isto verdade? Quer isto dizer, há culpa de todos em geral e não há culpa de ninguém em particular! Somos todos muita bons no fundo, né?"
"Entretém-te filho, com as tuas viúvas e as tuas órfãs que o teu delegado sindical vai tratando da saúde aos administradores, entretém-te, que o ministro do trabalho trata da saúde aos delegados sindicais, entretém-te filho, que a oposição parlamentar trata da saúde ao ministro do trabalho, entretém-te, que o Eanes trata da saúde à oposição parlamentar, entretém-te, que o FMI trata da saúde ao Eanes, entretém-te filho e vai para a cama descansado que há milhares de gajos inteligentes a pensar em tudo neste mesmo instante, enquanto tu adormeces a não pensar em nada, milhares e milhares de tipos inteligentes e poderosos com computadores, redes de policia secreta, telefones, carros de assalto, exércitos inteiros, congressos universitários, eu sei lá!"
Eram estas as palavras aquando da fecundação, da gestação e do nascimento.. mas delas nos esquecemos todos os dias. Abril era sonho e por aí ficou. Não foi Abril quem nos fez mais felizes. Entreteve-nos uns tempos. Hoje é mais uma revista às tropas e discurso de cravo na mão que outra coisa qualquer. E assim tem de ser. Ainda hoje se evoca a Revolução Francesa e século das luzes. Abril foi a nossa década das luzes, da esperança e do pseudo-optimismo. Pronto a ser posto de lado e trocado pelo "eu não te disse? tava-se mesmo a ver".
É urgente o culto do Velho do Restelo. Só prestando vassalagem a esse senhor nos poderemos afastar do seu regaço. Reconhecei-o. Admirai-o. Fazei-lhe oferendas. Mas com ele não comungais.
Demasiado egoismo corrompe este país. Estamos, perdoem-me a redundância, iguais a nós mesmos.
Já sei que me vão falar de excepções, que ate somos os melhores do mundo nisto e naquilo, mas como uma andorinha não faz a Primavera.. por ca definhamos entre a novela das 7 e a novela das 10.
Não há altura melhor para se cortarem amarras. Farei um ultimato ao país que me tem refém. Se aí está a Europa, aqui estou eu. E são bem mais de 200km que nos separam. É todo o peso que de nós pende preso ao pequenismo. Como se o barco tivesse ganho pés e quisesse andar mas a âncora jaz no Cais das Colunas e daí não arreda pé. Antes só que mal acompanhado. Orgulhosamente só.
Pois que só fique. Este país se diz de emigrantes por alguma razão é. Cada vez mais me convenço que não foi para dar novos mundos ao mundo que nos fizemos ao caminho, mas para desta mentalidade apartar para não dizer a sete pés fugir.
"Tiveste gente de muita coragem
E acreditaste na tua mensagem
Foste ganhando terreno
E foste perdendo a memória
Já tinhas meio mundo na mão
Quiseste impor a tua religião
E acabaste por perder a liberdade
A caminho da glória
Tiveste muita carta para bater
Quem joga deve aprender a perder
Que a sorte nunca vem só
Quando bate à nossa porta
Esbanjaste muita vida nas apostas
E agora trazes o desgosto às costas
Não se pode estar direito
Quando se tem a espinha torta
Fizeste cegos de quem olhos tinha
Quiseste pôr toda a gente na linha
Trocaste a alma e o coração
Pela ponta das tuas lanças
Difamaste quem verdades dizia
Confundiste amor com pornografia
E depois perdeste o gosto
De brincar com as tuas crianças
Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar"
será que temos os dois pés no fundo do mar e não demos conta? será que a galera meteu água e afundou?
So te apetece dizer: é mesmo assim, não há nada a fazerMas se és filho da revolução acredita, tens de continuar a acreditar.
Não eramos na altura o país mais pobre dos 25. Alias nem sequer 25 havia. Outros vieram depois e já nos passaram. E nós cá continuamos a não querer ver.. a dizer que é possível, que já aconteceu no passado pior e ainda assim nos safamos. Então continuamos à espera que algo aconteça.. esperando..
"O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
voou três vezes a chiar,
E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:
«El-Rei D. João Segundo!»
«De quem são as velas onde me roço?
De quem são as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o monstrengo, e rodou três vezes,
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alme teme
EE roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»"
ainda há gente desta? que só no abismo se revela? que dá o peito à bala e o corpo ao manifesto?
e assim te digo:
"Addio, adieu, aufwiedersehen, Goodbye,
Amore , amour, meine liebe, love of my life."
até sempre, Portugal
cá te espero..
quinta-feira, junho 01, 2006
eles dizem salta e eu digo quão alto
diz que a formação é o que tá a dar..
ainda não tive oportunidade de reproduzir os meus conhecimentos sobre o "ground-freezing" ou a utilidade do cilindro de pés-de-carneiro.
estou em crêr (se bem que há quem diga que este verbo não exista) que ainda estou por me cruzar com um engenheiro (licenciado) no mundo da sub-empreitada. se por um lado se perdem todas as piadas que ao longo dos anos se foram fazendo com base na análise de estruturas e mormente num seu instrutor, vão-se ganhando umas novas de vez em quando. já sem o requinte que só a teoria de kirkoff empresta ao assunto, mas envolvendo sempre o bolso de uma das partes.
o género de coisa que sempre útil para quebrar o gelo num urinol e sobretudo para distrair a vista a alguém enquanto se coçam as partes baixas. falo-vos dos acertos finais com sub-empreiteiros, no caso responsável pelos trabalhos de cofragem. de portátil para si virado ia entroduzindo os valores que se iam medindo nas plantas, nunca sem um aparte relativamente à dificuldade do trabalho em causa e ao desperdício de material daí resultante.
coisa que demorou um dia de trabalho com tanta discussão pelo meio e acabou com a reclamação de uns bons 1500m2 que supostamente não foram pagos. ora bem, que eu lhes andei a roubar 5 a 10cm em cada outra peça é sabido e reconhecido, senão que haveriam eles de reclamar? agora mil e quinhento metro é muito metro.. mas está bém pá.. já é tarde eu depois vejo isso.
lá analisei a coisa, conferi, comparei com os autos, com o projecto.. e o raio não devia fugir muito porque bate quase tudo certo.. aliás há ainda alguma coisa que foi feita mas que eles se esqueceram de reclamar logo isto não faz sentido.
para quem não está habituado a este tipo de tabela eu resumo: nas linhas os elementos executados; nas colunas o nº de elementos, o nº de faces, comp., larg.,altura, subtotal, total.
pois bem, o artista decidiu que umas certas vigas (atenção que apenas aquelas com áreas totais superiores a 200m2) tinham todas 2 faces quando a medição havia sido feita apenas como de uma face se tratasse.
eu fico sempre com algum peso na consciência quando tenho de executar estes pequenos cortes mas perante um esquema intrincado como este acho que lhe vou perder o respeito. se o senhor achava que aquilo passava.. ainda me disse ao telefone que era melhor ser ele a esclarecer isso pessoalmente porque eu poderia não entender o que estava na folha. felizmente sou amigo do excell o que me permitiu dispensar a mediação.
o futuro dirá da minha imaginação creativa aplicada à arte da subtracção. ganhasse eu à comissão e estava feito empreiteiro de furtos.
just victims of the in-house drive by..